Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
E-PORTEFÓLIO

 

INTRODUÇÃO
 
 
 
     O meu nome é Vítor Moreira e vou dar-vos a conhecer o meu E-Portefólio.
     O E-Portefólio é um dossier especial que eu construi ao longo destes meses, ajudado pela Dr.ª Raquel Aragão, Dr.ª  Natércia Silva, Drª Carla Pereira e Engenheira Tânia minhas técnicas RVCC.
     Nele estão colocadas todas as minhas experiências durante o meu percurso profissional e pessoal, ao longo da minha vida.
     - Bem vindos, espero que gostem.


 
 
E-PORTEFÓLIO
 
 
 
     Eu Vítor Manuel da Mota Pinto Moreira, nasci a 27 de Junho de 1973, na freguesia de Argoncilhe, concelho de Santa Maria da Feira, do Distrito de Aveiro, Portugal. Sou filho de Joaquim Fernando Pereira Pinto Moreira e Maria Helena da Mota Ribeiro (foto dos meus pais). Dos primeiros anos da minha infância, lembro-me vagamente de viver em casa dos meus avós paternos, e as brincadeiras que tinha com o meu primos antes de emigrarem para a Venezuela. Além dos meus primos era com o meu irmão Paulo que eu me lembro de brincar até ir para a escola primária.
     No ano de 1979 fui para o 1º ciclo da escola primária de São Domingos de Argoncilhe e da minha escola primária lembro-me especialmente do primeiro dia de aulas, a minha mãe acompanhou-me nesse dia e a ansiedade era muita pois finalmente ia aprender a ler e a escrever, estava muito entusiasmado.
     A Professora chamava-se Odete, era alta e jovem e não devia ter mais de 30 anos. Lá encontrei também alguns amigos da minha idade, meus vizinhos e outros que não conhecia de lado nenhum. Fiz muitos amigos na primária, o Ricardo, o Paulo já repetente da 1ª classe era o mais forte da turma, a Susana que rivalizava saudavelmente comigo, no alcance de ser o melhor da classe. Foi nessa idade que comecei a fazer os primeiros amigos da minha vida sem serem da minha família.
     Tínhamos na escola um recreio grande onde tínhamos espaço para jogar futebol e outros jogos tradicionais. Existiam também algumas árvores grandes com bastantes folhas, que nos davam bastante sombra nos dias de maior calor, e por trás da escola tínhamos abrigo quando chovia ou fazia frio. O 2º e 3º ciclos frequentei-os nos anos de 1983 a 1989 no colégio liceal de Santa Maria de Lamas, foi uma mudança radical na minha vida, saí da escola a duzentos metros de casa em que ia e vinha a pé, para o colégio que ficava a sete quilómetros de minha casa, em que eu tinha de apanhar um autocarro para ir estudar. Outra coisa que estranhei um pouco também foi a mudança de apenas uma professora durante quatro anos, para dez ou onze. Lá conheci amigos das várias freguesias do concelho de Santa Maria da Feira. Fiz aí bons amigos e o Tóni foi um deles, com ele fui a primeira vez á pesca, o Henrique era o meu “guarda-costas”, a Matilde de Mozelos e a Rita de Rio Meão foram duas boas amigas. Também tinha o Pedro da minha Freguesia, era ele que me acompanhava na deslocação diária para o colégio no autocarro e assim fomos construindo uma boa amizade.
     Em relação aos meus professores o que mais curti foi um de desenho que não me recordo do nome, talvez por ter sido o mais “fora”, um gajo moderno para a altura em que a maioria era retrógrada. Tinha também uma directora do colégio que me curtia muito e que me livrou de muitos castigos, chamava-se Rita era Açoriana e adorava quando ela me fazia rir com o seu sotaque.
     Passei bons momentos no colégio, e uma passagem divertida foi no nono ano, a minha turma foi ao programa “Às dez”, que era um programa de televisão emitido pela RTP a partir da estação de Santo Ovídio. Nessa altura quem se inscreveu no programa, foi chamado pela ordem de inscrição para assistir ao programa em directo. Na minha freguesia muita gente me viu na televisão, é que á 20 anos atrás não era muito habitual aparecer na televisão, havia só 2 canais e públicos a RTP1 e a RTP2. Foi bastante engraçado ouvir certos comentários de amigos meus acerca dessa aventura.
     Uma parte deste programa era emitido em horário nobre e todos os programas exibidos durante a hora de almoço e à noite estão incluídos no horário nobre da televisão porque a essa hora a audiência é maior. A programação das televisões é composta por programas que são dirigidos a algum público-alvo, neste caso por exemplo a banda desenhada é dirigido às crianças, enquanto o telejornal direcciona-se a um público mais adulto.
   A televisão pertence ao quotidiano da população e na qualidade de instrumento gerador de cultura opera sobre o universo temático, ideológico e emocional dos adultos, jovens e crianças. A TV está para o bem e para o mal pois esta influência, determina, condiciona, publicita e informa. Assim pode-se dizer que ela auxilia na educação, propagando valores e modelos de comportamento, papéis que pertenciam exclusivamente à família e à escola antes do seu aparecimento.
 
    Para comunicar com o seu público, o produtor quando faz um programa utiliza a linguagem, cenário e horário adequados aos telespectadores que pretende atingir.
A mim agrada-me especialmente os programas desportivos de preferência sobre futebol ou atletismo.
     Durante o 2º e 3º ciclo dos meus dez aos dezasseis anos fui atleta de futebol das camadas jovens da Associação Desportiva de Argoncilhe. Quando era adolescente o meu sonho era ser jogador de futebol, numa altura em que não havia playstation nem computadores, ou melhor existiam computadores, mas muito rudimentares e custavam os olhos da cara, por isso não eram para a bolsa dos meus pais. Os tempos livres desde a minha infância, passava-os a jogar futebol com os meus amigos num arraial perto de casa, também jogávamos ao pião, às corridas de caricas de garrafas que pintávamos com as várias cores do ciclismo, havia a carica amarela, verde, rosa, etc. Quando chegava a primavera andava aos ninhos, juntávamos uns poucos de amigos e íamos para os montes à procura de ninhos, quando achávamos um era uma emoção e quando era um ninho de um pássaro mais raro, quem o encontra-se era o maior.
     Nos verões chegado o calor, vinha a época balnear e como nesses anos não haviam programas escolares para levar as crianças para a praia como hoje em dia acontece e os meus pais não tinham muito o hábito de ir para a praia, pois era só de vez em quando, então juntava-me aos meus amigos e íamos para um rio na minha freguesia dar uns mergulhos para refrescar. Foi lá que aprendi a nadar porque nessa altura haviam poucas piscinas e o hábito de levar os filhos para aprenderem a nadar não se usava, era privilégio só dos ricos.
     No clube de futebol fiz também muitos amigos, o meu único irmão o Paulo, acompanhou-me na aventura do futebol e como ele só é mais velho do que eu um ano e meio, jogámos sempre no mesmo escalão desde os infantis ao juniores.
     O Paulo e eu sempre convivemos bastante devido à pouca diferença de idade, andamos na mesma escola primária e também no mesmo colégio. Jogámos futebol no mesmo clube e também saímos muitas vezes juntos. Ele deixou de estudar mais cedo do que eu, só fez o 2º ciclo e como não gostava de estudar foi trabalhar, tinha catorze anos, ainda era uma criança, é que naquela altura quem não aproveitava a oportunidade de estudar ia-se trabalhar muito novo. Através do clube de futebol, conheci praticamente a maioria dos clubes do distrito de Aveiro, passeávamos bastante e ao mesmo tempo convivia com muitos jovens, esses foram tempos que gosto muito de recordar, bons tempos. Assim que terminei o 9ºano em 1989, apenas com 16 anos, pouco ou nada motivado ou incentivado, muito inocente em relação à vida e os meus pais não davam muito valor aos estudos, tendo também o meu irmão já a trabalhar, decidi abandonar a escola e fui trabalhar para a Yazaki Saltano em Serzedo, V.N.Gaia. Para me deslocar comprei uma motorizada, uma zundapp de 3 velocidades, motorizada que tive até tirar a carta de condução de carro e de seguida ter comprado o fiat 127 aos 18 anos de idade.
    Na Yazaki o trabalho consistia no fabrico de cablagens para automóveis e a minha função era trabalhar numa linha de montagem, onde inseria fios eléctricos. A fábrica era gerida por japoneses, costumávamos conviver durante o trabalho e também na cantina na hora de almoço. Nessa altura a Yazaki pagava acima da média nacional e era uma empresa muito apetecível no mercado de trabalho. Lá arranjei também amigos, com os quais cheguei a sair aos fins-de-semana. Ao fim de ano e meio já saturado do trabalho muito repetitivo, e querendo ser electricista de casas, terminei contrato com a Yazaki e fui trabalhar como electricista e canalizador, para a empresa do António de Argoncilhe. Era uma micro empresa, é que antes de trabalhar com o António ele trabalhava sozinho.
     Por essa altura comprei o meu primeiro carro em 1990, um Fiat 127 Surf um carro modesto, mas também não era um rapaz rico, muito pelo contrário. Antes do meu Irmão ir trabalhar o único que tinha um trabalho remunerado era o meu pai que trabalhava na Portugal Telecom, a ocupação da minha mãe era a vida doméstica. Vivíamos numa casa alugada, era muito modesta, mas bastante asseada e limpa é que a minha mãe tinha muito gosto na casinha dela.
     O meu trabalho no Tóni consistia em fazer instalações eléctricas, e canalizações de água em casas e prédios. Foi lá que aprendi um bocado da arte para poder pensar em arranjar uma empresa que me desse melhores condições. Passado ano e meio, não me sentindo satisfeito com o ordenado, e sendo um trabalho precário pois trabalhava mais horas do que o normal. Nessa altura chegava a trabalhar 10 horas diárias e muitas vezes ia trabalhar aos sábados sem ganhar, restava pouco tempo a não ser o domingo para descansar e quando chegaram as férias não tive direito a férias remuneradas. Já farto da situação porque achei que estava a ser lesado nos meus direitos como trabalhador e sem chegar a um acordo que me agrada-se, fui trabalhar para uma empresa de quadros eléctricos, que se chama Benjamim Nogueira Vaz. Trabalhei lá 1 ano, e a minha função era electrificar os quadros, que eram encomendados pelos electricistas, para os prédios ou moradias e fábricas. Também dávamos assistência a fábricas, estações de tratamento de águas, e até chegamos a dar assistência a clubes de futebol, como o Fiães ou o Lourosa. Aí consegui um salário maior e melhores condições de trabalho. Era uma empresa muito mais organizada e éramos uns quinze trabalhadores, alguns até já os conhecia muito bem antes de ir para lá trabalhar.
     Nesse ano fiz teatro no centro social de Argoncilhe, foi uma experiência engraçada mas não tinha muito jeito e a aventura como actor, foi de curta duração, pouco mais que 3 meses, mas gostei da experiência de representar. Voltando ao trabalho, um serviço que fiz em Gondomar e que não me esqueço, foi a instalação e uma estação de tratamento de água, que ficava junto de um matadouro municipal. Ao lado da estação passava um rio pequeno, ele durante o dia mudava de cor umas 4 vezes. Eu curioso com a situação, até chateado com semelhante poluição, um dia perguntei a um empregado do matadouro a que se devia essa situação e tive como resposta que era por causa de uma tinturaria de tecidos, que ficava a montante do rio. Fiquei espantado com semelhante falta de respeito que algumas pessoas têm pelo ambiente, na minha opinião estas pessoas são uns criminosos e deviam pagar bem pago por este tipo de crime, o que nem sempre acontece em Portugal, passando muitas vezes impunes.
     Nessa altura no ano de 1993 a minha mãe adoece e foi-lhe diagnosticado um cancro no intestino, e teve que ser operada o mais rápido possível no IPO do Porto. A operação correu bem, mas tinha que fazer quimioterapia e radioterapia e deixei o trabalho para a poder acompanhar nos tratamentos. No IPO tive a noção do drama que é o Cancro. Doença que não poupa nenhuma faixa etária, desde criancinhas até aos mais idosos. Lá pude ver o sofrimento, e também a esperança de quem luta diariamente com esse tipo de doença. Durante os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, a minha mãe sofreu os efeitos secundários do tratamento e o sofrimento passado por ela deprimia-me, era duro ver a pessoa de quem mais gostamos na vida sofrer. Mas a força de vontade dela em viver foi de tal ordem que ela conseguia restabelecer-se e dava mostras de melhoras ao fim de algum tempo. Ela foi para mim um exemplo do que é lutar pela vida ao não se deixar vencer facilmente pelas adversidades. A minha mãe foi sempre tratada num hospital público mas sei que existem diferenças entre o público e o privado. No público há mais burocracia, apesar de pagarmos as taxas moderadoras o atendimento às vezes é mais lento do que desejamos. Já no privado o sistema é mais simplificado com isso torna-se mais rápido as consultas e benefício de instalações mais cómodas. O atendimento melhora mais ainda se tivermos um seguro de saúde que inclua todo tipo de consultas e exames, mas claro que para ter essas mordomias todas há que pagar em euros, e muitos.
     Se me sentir doente e recorrer a uma urgência no hospital público (que é onde vou porque o meu dinheiro não dá para seguros de saúde) sou atendido pelo médico de serviço que me consulta e faz o diagnóstico, se ele achar que com medicação resolvo o problema, assunto arrumado, se não, aí aparece a burocracia do público. O doutor orienta-me para o médico de família para me mandar fazer exames mais detalhados. E logo que tenha os exames na mão vou ao médico de família outra vez e este ao vê-los decide se me trata ou me manda tratar. Na segunda hipótese através do sistema informático o médico de família marca a consulta no hospital público e assim aguardamos pela resposta quer seja através de um postal ou carta do dia e hora da consulta ou exames.
     A relação médico e doente para mim é bastante importante devido ao doente poder padecer de uma doença que se fosse divulgada podia prejudicar profissionalmente, ou socialmente o doente. Imaginemos que um individuo tem Sida, contaminou-se por alguma razão, talvez relações sexuais sem preservativo, transfusão de sangue ou ele sendo toxicodependente tivesse partilhado uma seringa contaminada. Todos sabemos que o vírus HIV é um vírus “silencioso” que pode levar mais de 10 anos para aparecer e manifestar os primeiros sinais e sintomas. E quando o doente começa a ter sintomas e sinais de doença, indicativos da existência de uma depressão do sistema imunológico, o doente pode referir cansaço não habitual, perda de peso, suores nocturnos, falta de apetite, diarreia, queda de cabelo, pele seca e descamativa, entre outros sintomas. Portanto só aí e após um exame á SIDA, se pode chegar à conclusão de que se tem a doença. Felizmente hoje em dia o doente graças ao avanço da medicina se tiver um estilo de vida saudável, pode trabalhar, praticar desporto, digamos, levar uma vida normal. Isto claro, se for em países com um sistema de saúde desenvolvido e organizado, pois se fosse em África onde existem epidemias da doença muito difíceis de controlar, já não podíamos dizer o mesmo.
     Portanto este doente medicado, e com a doença controlada, gozando de razoável saúde, ninguém sabe o que ele tem, nem tem nada que saber, desde que ele seja responsável para não transmitir a doença a ninguém. Mas se for divulgado que o indivíduo tem SIDA, passa a ser discriminado pela maioria da sociedade, que estigmatizou as pessoas portadoras deste vírus, provavelmente devido à grande ignorância em relação a esta doença.
     A transmissão da Sida nos grupos mais qualificados, tem menos incidência do que nos grupos menos qualificados. A maior formação e informação adquirida por estes grupos é uma vantagem para o conhecimento da doença e sua prevenção. Os comportamentos de risco diminuem, diminuindo também a incidência da Sida nestes grupos mais qualificados. A ignorância é um dos factores com que a prevenção seja baixa nos grupos menos qualificados, originando uma maior propagação da doença. Os países de terceiro mundo e em subdesenvolvimento são um exemplo de que a Sida tem lá uma maior expansão, sendo sem dúvida a baixa qualificação um factor bastante preponderante.
 
    Outra doença infecciosa transmissível é a Tuberculose. A transmissão do micróbio da tuberculose processa-se pelo ar. O doente quando tosse, fala, respira, espalha pelo ar o bacilo de koch, e este ao ser respirado pelo indivíduo fica infectado e pode desenvolver a tuberculose. Felizmente hoje em dia esta doença tem tratamento eficaz. Já a Sida é provocada pelo vírus HIV que ao entrar no organismo replica-se e ataca o sistema imunológico, debilitando-o a outras doenças oportunistas. Esta transmite-se de pessoa para pessoa através das relações sexuais, contacto com sangue infectado ou durante a gravidez ou parto e pela amamentação.
     As práticas sociais em relação às doenças infecciosas e a sua transmissão são várias e preocupantes, porque continuamos a ter comportamentos de risco facilitando na prevenção, originando com isto a sua proliferação. As relações sexuais sem protecção, a troca de seringas pelos seropositivos são duas práticas sociais preocupantes que devem ser evitadas devido ao seu elevado risco de contágio. Contudo devido á ignorância ou desvalorização da gravidade das doenças faz com que o contágio seja uma realidade, mas evitável.
     Os seropositivos são muitas vezes discriminados, devido à falta de conhecimento da doença e também à ignorância das formas de contágio desta. O seropositivo quando é posto de parte no emprego ou desprezado pelos amigos e familiares e muitas vezes pela sociedade em que vive, sofre na pele a estigmatização da qual os seropositivos são uma ameaça para a saúde de uma pessoa que conviva com eles.
     A falta de informação e também a pouca sensibilização em relação a esta doença, faz com que os seropositivos em alguns países sofram um grande ataque aos seus direitos como cidadãos.
     A nível pessoal penso também que estas pessoas estão a sofrer um ataque cobarde por parte das pessoas que os discriminam, originando com isso um decréscimo na sua auto-estima. Estes actos têm que ser condenáveis devido ao sofrimento infringido a estes seres humanos.
     A comunicação social pode e tem sido uma influência na população na adopção de cuidados de saúde. As campanhas de informação levadas a cabo pelo Ministério da Saúde na divulgação da SIDA na altura da sua descoberta, nos vários órgãos de informação. Também os programas na tv do que é a SIDA e os seus modos de contágio, protecção, etc, tem sido de muita utilidade para alertar a população da realidade desta doença.
    Têm sido também bastantes úteis na divulgação à população do tipo de alimentação mais correcta para que as pessoas sejam mais saudáveis, explicando às pessoas através de programas bastante educativos os melhores alimentos e a qual a sua melhor confecção.
     Em relação à vacinação, alertam a população para a sua importância, principalmente nas crianças e idosos. Informam qual o risco que se tem quando não se previnem certas doenças transmissíveis que podem ser combatidas de forma eficaz com a vacinação.
    À população em geral divulgam vários tipos de doenças físicas ou mentais que as pessoas podem desenvolver e assim na sua divulgação, consciencializam-nas para essas doenças facilitando o seu reconhecimento para que se tratem, diminuindo e eliminando o seu sofrimento, ganhando a população com isso mais qualidade de vida. 
   Dois programas que passam na televisão e que servem de informação à população sobre cuidados de saúde. O “Especial Saúde”, um programa semanal e de referencia da RTPN. Neste programa os temas mais delicados sobre questões da saúde são debatidos e esclarecidos por profissionais.
   O “ SOS Obesidade” é outro programa dedicado ao combate da obesidade, transmitido pela SIC Mulher. Aqui incentiva-se a estilos de vida saudáveis, desde a prática de exercício físico e alimentação saudável.
   Quando adoeço e preciso de ser medicado e o médico me passar um genérico e me disser que este é de qualidade, para mim, está tudo bem, pois sei que o genérico é um medicamento que apresenta a mesma substância activa, forma farmacêutica e dosagem, a mesma qualidade, eficácia e segurança e bio-equivalência comprovada relativamente ao seu medicamento de origem. Ou seja, apresenta a mesma composição qualitativa e quantitativa do medicamento de referência que esteja no mercado. (alguns termos técnicos aprendi em pesquisas na internet).
     Ao longo dos meus 35 anos tive alguns problemas de saúde como toda a gente, apesar de me considerar nesta altura um homem saudável mas já tive que tomar alguns medicamentos para me curar. Os antibióticos e os anti-inflamatórios foram os que mais tomei. Dos antibióticos sei que são fármacos que se utilizam para tratar as infecções bacterianas como por exemplo a pneumonia.
     Já os anti-inflamatórios servem para tratar alguma inflamação dos tecidos e também os utilizo para me livrar das dores de cabeça.
     Sempre que tomo medicamentos respeito a posologia porque sei que é de extrema importância para se conseguir um tratamento eficaz.
     Quando me dirijo ao hospital público a minha intenção é de que atendam o melhor possível, com civismo e tenham o máximo interesse pela minha situação, porque pago os meus impostos e estou no meu direito como cidadão português. Tenho consciência de que nem sempre é possível resolver o problema de saúde numa consulta mas normalmente sou muito bem atendido pelos profissionais que ali trabalham.
     O hospital tem as suas normas para o seu bom funcionamento e vou descrever duas que são do conhecimento de toda a gente.
     Nas consultas de urgência sou submetido a uma pré-consulta que se chama triagem de Manchester. Aí fazem uma primeira análise dos nossos sintomas, depois é-nos dada uma pulseira de cor, cor essa que diz o tipo de urgência da consulta, as cores são o vermelho=emergente, laranja=muito urgente, Amarelo=urgente, verde=pouco urgente e o azul=não urgente.
     Outra norma que um hospital público tem é quando temos algum familiar ou amigo internado e queremos visitá-lo. Não se pode chegar lá e entrar como se não fosse nada. Primeiro temos que nos dirigir à pessoa que fica responsável pelas visitas do utente, esta pessoa responsável tem os cartões de visita que permitem visitar o doente, assim o hospital controla a quantidade de visitas, que se fossem em excesso prejudicariam a recuperação do doente e o próprio funcionamento do hospital.
     Voltando ao trabalho, durante o ano em que acompanhei a minha mãe fiz alguns trabalhos em part-time, desde pintor e trolha de construção civil, foram trabalhos precários, mas sempre ia ganhando algum dinheiro para as minhas boémias. Estes trabalhos fi-los durante a manhã ou a tarde, dependia dos tratamentos a que ela era submetida.
     Por essa altura conheci a Romi (Rosa Maria) a minha actual esposa, achei-a inteligente e muito bonita. Ela trabalhava na Yazaki Saltano que foi onde comecei a trabalhar pela primeira vez, não a conheci na empresa mas sim num bar que frequentava ao fim de semana. A Romi foi-me na altura apresentada por uma colega minha e dela. Com o tempo de convívio que tivemos a partir daí, começamos a sentir-nos atraídos um pelo outro, foi então que iniciamos o namoro.
     Entretanto terminados os tratamentos da minha mãe, fui trabalhar para a empresa do José Carlos como electricista de construção civil. Mas a minha vontade de evoluir como electricista, não querendo só trabalhar por trabalhar, mas saber como é que funcionavam os vários aparelhos eléctricos, fui-me inscrever no curso de electromecânico, no centro de emprego de São João da Madeira.
     Um ano depois fui convocado pelo centro de formação profissional do Porto, situado no Cerco, para frequentar o curso de electromecânico, que tinha a duração de 1 ano, ou 1533 horas em horário laboral, das 8 da manhã às 16 horas. Fui tirar o curso mas continuei a trabalhar para o José Carlos aos sábados, para ganhar mais algum dinheiro. Como gostava muito de desporto sobretudo futebol, e tinha um grupo de amigos, que na altura jogávamos futsal uma vez por semana, fui convidado para participar em um torneio de futebol de salão.
   Participei em vários torneios amadores, modalidade que pratiquei até aos 30 anos de idade e depois fui ciclista na colectividade da Casa da Gaia, que é um centro de cultura, desporto e recreio de Argoncilhe. Além de ciclista também exercia a função de tesoureiro. A minha função era receber uma quantia em dinheiro no princípio de cada mês, dos ciclistas ao grupo. Também guardava o dinheiro que fosse dado por algum patrocínio que fizéssemos no equipamento. Com este dinheiro consertávamos as bicicletas e comprávamos equipamentos que fossem necessários para os ciclistas.
     Quando algum ciclista tivesse de consertar a bicicleta, apresentava o orçamento do conserto e após aprovação do grupo eu desembolsava o dinheiro necessário.
     No grupo existia também outra pessoa que tinha a função de “Presidente”, e digo presidente porque foi ele o fundador do grupo e também era ele quem o chefiava. A organização dos treinos estava ao seu encargo e sempre que fosse preciso representar o grupo em alguma ocasião ele é que dava a “cara”. Aos restantes elementos do grupo cabia a função de darem o seu melhor em cima da bicicleta.
     As nossas reuniões não eram formais, a convocatória das reuniões era feita por telemóvel ou directamente ao atleta pelo “Presidente”, não haviam portanto cartas registadas a informar. Ao fim de cada reunião não fazíamos as minutas das actas em que são devidamente registadas as assembleias e assinadas pelos presentes como numa reunião formal.
     O grupo foi fundado para que se juntassem e organizassem amigos e conhecidos que tinham o gosto pelo ciclismo.
     Com esta iniciativa apoiou-se e incentivou-se o ciclismo nas pessoas incutindo o hábito e o convívio do desporto regularmente, ao invés de serem umas esporádicas voltas de bicicleta.
      Entretanto a Romi, a minha namorada, falou-me que gostava de ir ao ginásio, e perguntou-me se queria ir com ela. Conversamos sobre isso porque a Romi sabia que o meu desporto preferido é o futebol, ela dizia-me que no ginásio podíamos praticar vários tipos de desportos, e que eu podia também praticar nas máquinas e ganhava mais massa muscular. Mesmo após os argumentos e opiniões dela eu continuava a preferir o futebol, mas após ponderar decidi experimentar o ginásio porque assim também era uma forma de fazermos desporto juntos. Experimentamos, gostamos e então passamos a frequentar o ginásio duas vezes por semana. Lá praticava culturismo, indoorcycling, etc. Como comecei a frequentar o ginásio, decidi deixar o ciclismo e o futebol para me dedicar só ao ginásio.
     Mas para se ter um corpo saudável não chega fazer só exercício físico, também é bastante importante ter uma boa alimentação, ou seja completa, equilibrada e variada. Comecei a consumir peixes com mais regularidade, carnes brancas em detrimento das vermelhas, fruta, legumes, leite e derivados. Através destes alimentos obtenho os nutrientes mais saudáveis que me dão a energia necessária para a prática de desporto e para o meu dia a dia. A minha preferência na confecção dos alimentos vão para os grelhados, cozidos e assados, uma confecção saudável, praticamente livre de gorduras. Os nutrientes podem-se dividir em 2, os macros nutrientes que são os carbohidratos proteínas e lipídios, os micro nutrientes que são as vitaminas e minerais. Ao longo da minha vida tenho alterado a minha alimentação e todas as pessoas têm de ter isso em atenção, ou seja, consumir a energia necessária que necessita para a sua vida, porque o excesso de energia é armazenada em gordura no corpo fazendo que nos tornemos gordos ou obesos e com isso vêm os problemas de saúde (colesterol elevado, problemas de coração, diabetes, etc). Em Portugal foi desenvolvida a Roda dos Alimentos e divulgada nas escolas, centros de saúde e hospitais.
     No centro de formação passei bons tempos, conheci muita gente, fiz amigos de várias partes do país. No meu curso tinha muitos jovens que queriam algo melhor, e fizeram o esforço não só financeiro, como até terem-se de ausentar das suas terras, para evoluírem profissionalmente.
     O Silva era de Braga, o Mendes de Guimarães, o Carmo de Esposende e outros mais. Formamos um grupo de doze amigos, que durante um ano convivemos saudavelmente, juntos aprendemos uma profissão, montamos quadros de automatismos, bobinamos motores eléctricos, fazíamos as mais variadas instalações eléctricas e tirávamos as dúvidas uns com os outros e assim criamos bons laços de amizade (foto do grupo de electromecânicos).
     Houve uma vez em que o centro de Formação organizou um jogo de futsal com os reclusos de Paços de Ferreira. A Dr.ª Maria José que trabalhava no Centro, fez uma equipa que representou o Centro, na qual e com muito gosto eu fiz parte. Começamos a treinar e quando chegou o dia do jogo o centro parou para ver o jogo, foi bastante emotivo, empatamos, mas não era o resultado que importava, mas sim o convívio, e isso sim foi muito bom. Nunca tinha feito um jogo de futsal que tivesse tanta policia pois estavam lá para garantir que não houvesse fugas por parte de algum recluso. Até essa altura nunca tinha tido a oportunidade de conviver com a polícia assim tão de perto a não ser com a GNR, quando jogava futebol na associação desportiva de Argoncilhe. A GNR ou Guarda Nacional Republicana é uma força de segurança e tem como função principal a segurança de todas as pessoas e bens. Fazem os cidadãos cumprirem as leis do código penal combatendo o crime para assim obterem a paz e justiça entre a população portuguesa.
     A GNR tem vindo a criar programas para melhorar a segurança dos cidadãos e 2 deles são a “escola segura” e “idosos em segurança”, com estas medidas a policia tem vindo a criar uma maior aproximação das forças de segurança com os portugueses. Eu como cidadão português tenho a opinião de que a GNR podia fazer mais e melhor e uma coisa que podiam melhorar era o policiamento das ruas porque assim com a sua presença afastavam os criminosos das ruas. Também mais formação para os policias se irem actualizando com técnicas mais eficazes de combate ao crime, porque no crime à evolução, novos tipos de crime, novas armas, etc.
     Mais para o final do curso, fomos fazer algumas visitas de estudo, conheci as caves do vinho do porto, as caves Sandeman e fui ao Palácio da Bolsa. Um dia fui conhecer a barragem do Lindoso, ver ao vivo com se produz a electricidade, ver os geradores a trabalharem com a força da água do rio, foi um dia cheio de emoções e muito divertido, que acabou num jantar, na Vila de Ponte da Barca. Foi no Centro, que aprendi a dar o devido valor ao trabalho, como sendo parte da formação da pessoa, e integração do indivíduo na sociedade. Quando terminei o curso, foi com muita tristeza, que deixei o centro e os meus colegas, para me lançar no mundo do trabalho, mas ia mais confiante num futuro melhor, pois sentia-me mais preparado.
     Fui trabalhar para a empresa de instalações eléctricas Joaquim Manuel Guedes Tavares Lda., empresa onde ainda me encontro a trabalhar actualmente e lá encontrei pessoal muito jovem, com bastante dinâmica. Ao princípio tive algumas dificuldades de adaptação, o ritmo de trabalho era muito mais elevado do que no centro de formação, os meus colegas de trabalho também eram todos novos, mas rapidamente adquiri o ritmo dos meus colegas e em pouco tempo, devido á minha formação como electricista, consegui ter o meu espaço e respeito na empresa.
     O meu patrão, o Tavares é uma pessoa bastante compreensiva, com quem se pode conversar, amigo do empregado muitas vezes sem ele o merecer. E digo isto porque além de falar com ele todos os dias sobre trabalho ou coisas pessoais também já o abordei sobre aumentos no meu ordenado porque a vida está cada vez mais cara e quando o confronto com isso, alego a meu favor os anos de trabalho, a evolução como electricista e normalmente obtenho um “feedback” na hora. Se discordamos, tudo bem, não desisto e persisto sem ser agressivo ou fazer ameaças, muito pelo contrário, tento sempre dialogar e discutir o mais calmamente possível o meu ponto de vista, ouvindo o dele e assim analisar melhor o assunto para tentar chegar ao melhor acordo possível. Ao longo dos 12 anos de trabalho no Tavares já tive várias situações em que negociamos o ordenado, ou o começo e duração das férias e sempre chegamos a um acordo que agrade aos dois, sendo mesmo normal que algumas vezes agrade mais a um que a outro.
    Contudo na empresa que estou a trabalhar actualmente não tenho a oportunidade de falar com o meu patrão directamente devido a ser uma empresa muito maior. Assim quando tenho algo a dizer, transmito ao meu chefe e este por sua vez transmite ao engenheiro responsável pelo sector da electricidade e este se tiver poder para decidir muito bem se não, transmite ao director da A.C.E, que é a empresa onde trabalho e este decide.
publicado por vitorpm às 21:31
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Vitor Moreira

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